terça-feira, 9 de novembro de 2010

Interrogação.

Gosto quando se exibe pra mim.
Quando se mostra,
Fingi não me ver,sabe que estou ali.
Quando me observas,me encara
Me mede,quase me pede.
Gosto quando mentes,
Dizendo que não sentes
O que é impossível não sentir.
Gosto quando empina o nariz
Mostrando-me uma
Indiferença inexistente...
Gosto do semblante duvidoso
que estampas,ao passar por mim.
Gosto dessa interrogação
Que mora entre nós dois.
Assim posso sonhar,
Com o que poderá (ou não)
Vir depois.

Nenhum comentário:

Postar um comentário